sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Governo prevê qualificação para pessoas com deficiência


Por Lázaro Lamberth

Anunciado no final de setembro pelo governador Jaques Wagner, o Plano Territorial de Qualificação Profissional e Social da Bahia – Planteq, prevê investimentos, até o final deste ano, de aproximadamente R$ 5,5 milhões na capacitação de trabalhadores baianos, em especial pessoas com deficiência – PCDs, uma minoria que enfrenta maior dificuldade para ingressar no mercado de trabalho.
O programa contará com recursos do Governo do Estado e do Fundo de Amparo ao Trabalhador – FAT, através do Ministério do Trabalho e Emprego. Os cursos serão ministrados por instituições parceiras da Secretaria de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte – Setre, em 137 municípios baianos e abrangerão capacitação em diversas áreas, incluindo serigrafia, informática, telemarketing, auxiliar administrativo, entre outros.
De acordo com dados do último Censo (2000), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, existem no Brasil 24,6 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, o que equivale a 14,5% da população. Destes, estima-se que dois milhões estejam na Bahia e quase 600 mil só em Salvador.
Embora o panorama nacional de inclusão das pessoas com deficiência na sociedade revele avanços significativos, a maioria delas ainda enfrenta situação de violação de direitos, associada à falta de acesso à escola, saúde, trabalho, transporte, lazer e cultura. O preconceito e a falta de acessibilidade são os principais problemas, pois obstruem a participação do deficiente na sociedade, o que aumenta a exclusão, observa Luíza Câmara, presidente da Associação Baiana de Deficientes Físicos – Abadef, que tem deficiência física e usa cadeira de rodas para se locomover.

Acessibilidade
A falta de acessibilidade dificulta e impossibilita o convívio social, aumentando os níveis de exclusão social. Segundo um estudo realizado em agosto de 2006, pela Federação Brasileira dos Bancos – Febraban, a questão está muito mais ligada à conscientização e à sensibilidade do que às leis e normas.
Grande parte dos investimentos realizados para adequações de edificações ou espaços públicos não encontra a devida funcionalidade, pois o enfoque está apenas no cumprimento da legislação. “É comum encontrarmos pela cidade adaptações para deficientes completamente inadequadas”, observa Edmundo Xavier, membro da Comissão Civil de Acessibilidade de Salvador – Cocas, que, em parceria com a ONG Vida Brasil, vem realizando um estudo com o objetivo de mapear as deficiências da cidade de Salvador na questão da falta de acessibilidade e adaptações inadequadas, no intuito de propor aos órgãos públicos a adoção de medidas para melhorar a situação.
Mercado de trabalho
De acordo com a Lei nº 10.098, de 2000, e o Decreto nº 3.298, de 1999, toda empresa com mais de cem funcionários é obrigada por lei a reservar parte das suas vagas para PCDs. Apesar da obrigatoriedade, há empresas que até hoje não cumprem a legislação. A fiscalização pelo cumprimento das cotas é de responsabilidade da Delegacia Regional do Trabalho – DRT, que, em parceria com o Ministério Público do Trabalho – MPT, autua e multa as empresas que não cumprem a lei.
Por conta da legislação, o número de pessoas com deficiência incluídas no mercado de trabalho vem aumentando progressivamente, mas as ofertas de vagas ainda são maiores que a disponibilidade de profissionais com os requisitos exigidos pelas empresas. Segundo o Centro de Atendimento Profissional de A a Z – Capaz, ligado à Setre, a falta de capacitação é um dos fatores que dificultam o acesso das pessoas com deficiência ao mercado de trabalho, tanto que uma das atribuições do Planteq é justamente promover a capacitação profissional e inclusão desses trabalhadores no mercado de trabalho.
No entanto, segundo o estudo realizado pela Febraban sobre acessibilidade e mercado de trabalho, atribuir a exclusão dos deficientes do mercado de trabalho à falta de capacitação profissional é simplificar demais as coisas, uma vez que tal problema afeta também as pessoas sem deficiência. É necessário tomar cuidado para não subestimar ou superestimar o desempenho desses profissionais, inventando mitos que, em vez de contribuir para a inclusão, acentuem as diferenças e gerem novas formas de preconceito e discriminação.
O que eles pensam
Para o cobrador de ônibus Rubens Nascimento, 28 anos, que perdeu a perna devido a um acidente de carro, embora o preconceito seja uma barreira para a inserção no mercado de trabalho, ele nunca se fez “coitadinho” e mesmo antes de conseguir emprego com carteira assinada através do sistema de cotas, já trabalhava no mercado informal como vendedor ambulante e ajudante de pedreiro.
Na questão da locomoção, é consenso entre as pessoas com deficiência que a falta de transporte público adaptado é o principal obstáculo. Os ônibus equipados para deficientes são poucos e não atendem à demanda da população com deficiência. “Como trabalho no centro da cidade, tenho que sair de casa bem mais cedo, para chegar ao trabalho no horário, sem falar na condição dos ônibus urbanos, completamente inadequados para o deficiente”, afirma Rosimeire Silva, 23 anos, que teve paralisia infantil, anda de muletas e todo o dia enfrenta uma maratona para chegar ao trabalho.
Para quem tem deficiência visual, o problema é ainda mais grave. Na opinião da estudante Mara Barreto, 25 anos, que perdeu a visão aos 18 por causa de glaucoma, a cidade não é estruturada, principalmente para os deficientes visuais. Além da falta de infra-estrutura em Salvador, Mara aponta a discriminação como outro grande problema para a inserção do cego não só ao mercado de trabalho, mas à sociedade como um todo.
Já para quem tem deficiência auditiva, a principal dificuldade é a comunicação. Tatiane Souza, 22 anos, que trabalha como empacotadora em um supermercado da cidade, afirma que as pessoas relutam em se comunicar com o deficiente auditivo, por concluir que não serão compreendidas. Diante do impasse, é comum presenciar deficientes auditivos conversando apenas entre si, através da língua brasileira de sinais - Libras, ou usando mímicas e gestos ao se comunicar com as demais pessoas.
Apesar de todos os obstáculos estruturais, preconceito e discriminação, que tendem a delimitar as potencialidades do deficiente, levar uma vida normal é possível. “Na verdade, tornei-me mais ativo depois da deficiência”, avalia o funcionário público Luiz Fernando, 26 anos, que perdeu a perna aos 19 por causa de um câncer no joelho e hoje é casado, cursa faculdade, trabalha, dirige e ainda pratica natação, tudo isso depois de se tornar deficiente. A experiência de Rubens, Rosimeire, Mara, Tatiane e Luiz Fernando são exemplos que comprovam que a pessoa com deficiência, como qualquer outra, pode levar uma vida comum e ser um bom profissional, tão ou mais competente que os demais.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

EXCLUÍDOS DA ACADEMIA


Pesquisa de professor da UnB aponta que o número de docentes negros nas instituições públicas do país é menor que 1%.
Se os debates sobre o sistema de cotas nas universidades atentaram para a baixa representatividade dos negros entre estudantes de cursos superiores do Brasil, um novo estudo vai mostrar que a segregação racial é ainda mais forte do outro lado da sala de aula. Pesquisa pioneira do professor do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília (UnB) José Jorge de Carvalho constatou que nas maiores e mais importantes instituições de ensino superior (IES), o número de professores negros (pretos e pardos) não chega, em média, a 1%.
Esse percentual aponta para a perpetuação da desigualdade racial em todas as áreas de poder da sociedade brasileira. Vemos a influência de docentes das universidades de maior prestígio na tomada de decisões sobre os rumos da nação, tanto no controle da economia, como nos postos chaves do Judiciário e da administração superior; e esses docentes são invariavelmente brancos em um país em que os negros são 45% da população.
CONTAGEM – Em 2000, quando José Jorge Carvalho decidiu iniciar sua pesquisa, a idéia era fazer um censo racial apenas na UnB. Porém, quando percebeu o quanto os negros eram pouco representados na universidade, resolveu avaliar a mesma situação no resto do país. De 12 instituições analisadas, seis são aqui destacadas devido à sua importância acadêmica e à sua influência decisiva na estrutura de poder do Estado brasileiro.
Em cada uma das universidades, a contagem foi feita por colegas professores, em sua maioria negros. Na UnB, José Jorge teve a ajuda de professores e alunos para fazer a conta. Ao todo, cerca de 20 docentes se envolveram na pesquisa. Carvalho explica que realizou um censo de identificação e não de entrevista.Entre as instituições analisadas, o antropólogo destaca seis: a Universidade de São Paulo (USP), a Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a Estadual de Campinas (Unicamp), a Federal de Minas Gerais (UFMG), a Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a de Brasília (UnB). Entre essas, a primeira foi considerada o caso mais crítico.
Na USP, dos 4.705 docentes em atividade, apenas cinco são negros, o que representa em torno de 0,1%. Já a UnB foi a que apresentou o que poderíamos chamar, ironicamente, de "melhor" resultado: dos 1.500 professores, 15 são negros, o que equivale a 1%. O número total de docentes encontrados nessas seis instituições foi de 15.866, entre os quais apenas 67 negros. A média geral não passa, portanto, de 0,5% de docentes negros. Para Carvalho, essas seis universidades refletem e reproduzem uma rede de poder que influencia praticamente todo o ensino superior e a pesquisa no país. "Tudo passa por ali. Se os negros estão excluídos dessas instituições, eles estão fora da elite do ensino e da pesquisa no Brasil inteiro", aponta.
Isso mostra que o país é um desastre mundial em termos de exclusão racial na docência superior e na pesquisa. De acordo com o professor, não há solução imediata para o problema. E, sem intervenção, não haverá saída nem a longo prazo.Na opinião do antropólogo, o sistema de cotas na graduação é apenas o primeiro passo para mudar essa situação. "Mas elas sozinhas não resolvem o problema porque, daqui a pouco, os cotistas formados vão querer fazer pós", observa. Por isso é preciso estudar medidas para incluir negros no doutorado e na docência, já que o racismo afeta todas as dimensões do ensino superior.
PROPOSTAS – Em sua pesquisa, Carvalho, autor do Plano de Metas para a Integração Social, Étnica e Racial da UnB, que inclui o sistema de cotas, apresenta uma alternativa para tentar melhorar o ingresso de negros na carreira acadêmica: o chamado acesso preferencial. A proposta não reservará vagas, como é feito com as cotas, mas, sim, dará preferência para negros que queiram entrar na pós-graduação, na docência superior e na carreira de pesquisador. O pesquisador acredita que, além do sistema de preferências de vaga, os alunos negros deveriam também receber bolsas, tendo em vista que a grande maioria deles é pobre.
O sistema funcionaria da seguinte forma: cada universidade receberia um determinado número de bolsas de mestrado e doutorado da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Supeerior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e as distribuiria entre os institutos. Os candidatos negros aprovados para a pós-graduação teriam preferência para recebê-las, segundo um número mínimo definido pelos institutos.
Nas cinco mil vagas que o Ministério da Educação (MEC) abrirá para professores, por exemplo, o professor sugere que os negros que fossem aprovados nos concursos deveriam ter preferência de contratação. "Uma oportunidade como essa poderá não se repetir em uma década e ainda assim os docentes brancos no poder estão dispostos a perpetuar essa exclusão racial escandalosa. Não é possível que o MEC ainda não tenha atentado para esse fato", diz.
Na carreira de pesquisador, uma categoria para quem tem a bolsa de Produtividade e Pesquisa do CNPq, cujas vagas são muito disputadas, haveria também uma preferência de ingresso. Carvalho sugere que se repensem critérios de julgamento e mérito nas aprovações, na medida em que as comissões do CNPq indicam para a bolsa apenas os candidatos considerados melhores. Nesse caso, o que se propõe é uma avaliação qualitativa das condições de ingresso de um professor negro, analisando o currículo e o projeto de pesquisa do candidato dentro de uma política deliberada de formação de pesquisadores negros.
CONTATO - José Jorge de Carvalho pelo telefone (61) 3273 1837 ou pelo e-mail jorgedc@terra.com.br extraído de http://www.unb.br/acs/bcopauta/ensinosuperior2.htm encaminhado por Luiz Mendes – lugauchinho@gmail.com recebido de Guilherme Dias - vicentidias@uol.com.br e colaborado por Josilene Nascimento Passos - josilenepassos@yahoo.com.br

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

CHEIRO DE PERIGO NO AR


O e-mail abaixo anda circulando na internet nos últimos dias. Expressa a opinião de pessoas inteligentes sobre a situação de nosso país, que não é nada promissora, diante de tanta farsa, dissimulação e demogagia por parte do poder público. Se alguma coisa não for feita urgentemente, corremos o risco de naufragar como nação. Vale a pena dar uma olhada.


Lázaro Lamberth


CHEIRO DE PERIGO NO AR


Depois das declarações do Lula sobre "mulher deve ser dengosa com o seu homem, senão ele põe o cuecão e volta a dormir"...

Depois da ministra do turismo, a dona Marta Suplicy mandar a população que perde vôos , "relaxar e gozar"...

Depois que o Renan Calheiros, usar seu dinheiro (do seu imposto, caro contribuinte) para apagar suas escapadinhas de um casamento monótono...

Depois do Vavá (irmão do Lula) virar apenas "ingênuo", quando confabulava nos bastidores para se apropriar da grana alheia...

Depois de tanta gente ficar impune e até reeleita como o Valdemar da Costa Neto e outros...


TEM CHEIRO DE PERIGO NO AR!!!


Independente do partido político a que vocês simpatizem essa notícia é preciso divulgar e se indignar, pois voltar a ditadura será o fim da picada nesta altura de nossas vidas!!! Realmente estamos sob novo AI-5, neste governo do Lula.

O Boris Casoy foi calado, despedido por ordem do Lula. Agora, o Jabor foi processado, condenado, calado por ordem do Lula. É um escândalo!!!... A imprensa divulgou a sentença que condenou o Jabor a pagar indenização por danos morais, dois dias antes do Juiz assinar a sentença.

Agora o Jabor foi calado na CBN. O Diogo Mainardi, além de processado, sofreu ameaças de morte no jornal do MR-8 (da base aliada do Lula). Há Medida Provisória enviada pelo Lula ao Congresso, instituindo a censura prévia aos programas de rádio e TV. Estou gritando CENSURA PRÉVIA, inclusive aos programas jornalísticos. Os censores já estão nomeados. São muito jovens com a participação de estudantes da Universidade de Brasília (todos DEMENTES e Petistas é claro).

Agora só faltam as torturas e desaparecidos. Vamos denunciar isto pela Internet e por todos os meios que pudermos. Arnaldo Jabor expulso da CBN!!!Por favor, repassem para todos que puderem!!!NÓS BRASILEIROS E PATRIOTAS, DEVERÍAMOS SER 160 MILHÕES DE JABORES PARA GRITAR CONTRA ESSA BADERNA POLÍTICA E TANTOS DESMANDOS QUE EXISTEM NOS PODERES DA REPÚBLICA!


TEM CHEIRO DE DITADURA NO AR!!!


Leia o comentário de Dora Kramer, Estadão de Domingo:

"A decisão do TSE que determinou a retirada do comentário de Arnaldo Jabor do site da CBN, a pedido do presidente 'Lula' até pode ter amparo na legislação eleitoral, mas fere o preceito constitucional da liberdade de imprensa e de expressão, configurando-se, portanto, um ato de censura." Em outro trecho: "Jabor faz parte de uma lista de profissionais tidos pelo Presidente Lula como desafetos e, por isso, passíveis de retaliação à medida que se apresentem as oportunidades!" ...

Não deixem de ler e reler o texto abaixo e passem adiante!!!



A VERDADE ESTÁ NA CARA, MAS NÃO SE IMPÕE
(ARNALDO JABOR)

O que foi que nos aconteceu? No Brasil, estamos diante de acontecimentos inexplicáveis, ou melhor, 'explicáveis' demais. Toda a verdade já foi descoberta, todos os crimes provados, todas as mentiras percebidas. Tudo já aconteceu e nada acontece. Os culpados estão catalogados, fichados , e nada rola. A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe. Isto é uma situação inédita na História brasileira!!!

Claro que a mentira sempre foi a base do sistema político, infiltrada no labirinto das oligarquias , mas nunca a verdade foi tão límpida à nossa frente e, no entanto, tão inútil, impotente, desfigurada!!! Os fatos reais: com a eleição de Lula, uma quadrilha se enfiou no governo e desviou bilhões de dinheiro público para tomar o Estado e ficar no poder 20 anos.

Os culpados são todos conhecidos, tudo está decifrado, os cheques assinados, as contas no estrangeiro, os tapes, as provas irrefutáveis, mas o governo psicopata de Lula nega e ignora tudo. Questionado ou flagrado, o psicopata não se responsabiliza por suas ações. Sempre se acha inocente ou vítima do mundo, do qual tem de se vingar. O outro não existe para ele e não sente nem remorso nem vergonha do que faz.

Mente compulsivamente, acreditando na própria mentira, para conseguir poder. Este governo é psicopata!!! Seus membros riem da verdade, viram-lhe as costas, passam-lhe a mão nas nádegas. A verdade se encolhe, humilhada, num canto. E o pior é que o Lula, amparado em sua imagem de 'povo', consegue transformar a Razão em vilã, as provas contra ele em acusações 'falsas', sua condição de cúmplice e Comandante em 'vítima'!!!

E a população ignorante engole tudo. Como é possível isso?!!! Simples: o Judiciário paralítico entoca todos os crimes na Fortaleza da lentidão e da impunidade. Só daqui a dois anos serão julgados os indiciados - nos comunica o STF. !!!!Os delitos são esquecidos, empacotados, prescrevem.A Lei protege os crimes e regulamenta a própria desmoralização. Jornalistas e formadores de opinião sentem-se inúteis, pois a indignação ficou supérflua.

O que dizemos não se escreve, o que escrevemos não se finca, tudo quebra diante do poder da mentira desse governo. !!!!!!Sei que este é um artigo óbvio, repetitivo, inútil, mas tem de ser escrito....Está havendo uma desmoralização do pensamento. Deprimo-me:' Denunciar para quê, se indignar com quê? Fazer o quê?'. A existência dessa estirpe de mentirosos está dissolvendo a nossa língua. Este neocinismo está a desmoralizar as palavras, os raciocínios. A língua portuguesa, os textos nos jornais, nos blogs, na TV, rádio, tudo fica ridículo diante da ditadura do lulo-petismo!!!

A cada cassado perdoado, a cada negação do óbvio, a cada testemunha, muda, aumenta a sensação de que as idéias não correspondem mais Aos fatos! !!!!Pior: que os fatos não são nada - só valem as versões, as manipulações. No último ano, tivemos um único momento de verdade, louca, operística, grotesca, mas maravilhosa, quando o Roberto Jefferson abriu a cortina do país e deixou-nos ver os intestinos de nossa política!!!

Depois surgiram dois grandes documentos históricos: o relatório da CPI dos Correios e o parecer do procurador-geral da República. São verdades cristalinas, com sol a Pino. !!!!!E, no entanto, chegam a ter um sabor quase de 'gafe'. Lulo-Petistas clamam: 'Como é que a Procuradoria Geral, nomeada pelo Lula, tem o desplante de ser tão clara! Como que o Osmar Serraglio pode ser tão explícito, e como o Delcídio Amaral não mentiu em nome do PT? Como ousaram ser honestos?'. Sempre que a verdade eclode, reagem.Quando um juiz condena rápido, é chamado de 'exibicionista'. Quando apareceu aquela grana toda no Maranhão (lembram, filhinhos?), a família Sarney reagiu ofendida com a falta de 'finesse' do governo de FH, que não Teve a delicadeza de avisar que a polícia estava chegando...

Mas agora é diferente. As palavras estão sendo esvaziadas de sentido. Assim como o stalinismo apagava fotos, reescrevia textos para contestar seus crimes, o governo do Lula está criando uma língua nova, uma neo-língua empobrecedora da ciência política, uma língua esquemática, dualista, maniqueísta, nos preparando para o futuro político simplista que está se consolidando no horizonte. Toda a complexidade rica do país será transformada em uma massa de palavras de ordem, de preconceitos ideológicos movidos a dualismos e oposições, como tendem a fazer o Populismo e o simplismo!!!

Lula será eleito por uma oposição mecânica entre ricos e pobres, dividindo o país em 'a favor' do povo e 'contra', recauchutando significados que não dão mais conta da circularidade do mundo atual. Teremos o 'sim' e o 'não', teremos a depressão da razão de um lado e a psicopatia política de outro, teremos a volta da oposição Mundo x Brasil, nacional x internacional e um voluntarismo que legitima o governo de um Lula 2 e um Garotinho depois! Alguns otimistas dizem: 'Não... este maremoto de mentiras nos dará uma fome de Verdades'!

Este texto deve se transformar na maior corrente que a internet já viu.



quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Que Tropa! E que Elite!


Por Victoriano Garrido Filho

Finalmente fui assistir ao badalado filme nacional Tropa de Elite. Resisti orgulhoso à tentação da pirataria, uma "inocente" contravenção que causa prejuízos incalculáveis a nossa economia e aos direitos autorais. Como autor de livro, sei o que representa quando um “inocente” aluno tira cópia ou disponibiliza os originais na internet. Também como apaixonado por cinema, sou daqueles que acham que nada substitui o prazer de assistir o filme na telona, no ambiente mágico de uma sala de projeção.

Primeiro o filme traz um retrato nu e cru da nossa Tropa. A corrupção que está presente dentro de parte da policia, que eles chamam de banda podre. Claro que temos policiais honestíssimos e no filme existem belos exemplos. Também sabemos que a corrupção está presente em todos os segmentos, embora temos que concordar que na policia ela se torna mais dramática pelo seu oficio de nos proteger e onde temos contato, na maioria das vezes, nas nossas horas de mais aflição e desespero. Ninguém vai a uma delegacia matar o tempo ou bater papo.

Em algumas cenas vemos como pode a corrupção não ter limites, como na cena que um sargento pede propina a um soldado para marcar suas férias, ou em algumas cenas tragicamente "hilárias", quando soldados ficam transferindo cadáveres de uma área de um batalhão para outro, como forma de driblar as estatísticas. A velha tática de colocar o termômetro na geladeira para esconder a febre.
Vemos também a ética sob a ótica do capitão Nascimento, magistralmente interpretado pelo ator baiano Wagner Moura, difícil acreditar que ele não era um policial de verdade. Wagner interpreta um policial determinado, que acha que os fins justificam os meios e tem a clara noção que bandido é bandido. No filme, vemos as pessoas torcendo por ele, transformando-o em herói, talvez o retrato mais fiel da falta de confiança das pessoas nas instituições. Um verdadeiro justiceiro da lei, botando ordem no pedaço.

Agora talvez o maior mérito do filme seja desmascarar a nossa Elite. Nele vemos claramente que o maior vilão desta história e muitas vezes um vilão oculto, é a parte da nossa sociedade que consome drogas. Vocês já pararam para pensar se os traficantes não tivessem clientes? Aconteceria como em qualquer negócio. Iriam à falência levando consigo os policiais corruptos, vendedores clandestinos de armas e os grandes traficantes que estão no caso específico do Rio, muito mais na Vieira Souto que nos morros. Levaria também boa parte da violência que vitima a sociedade hoje em dia. E ai reside a grande contradição mostrada pelo filme. A sociedade é vítima de algo causado por parte desta mesma sociedade. A passagem do filme em que jovens, muitos deles consumidores de drogas, fazem passeata pela paz e contra a violência que eles próprios sustentam, é genial. Ali o rei fica nu.

Mas definitivamente, o filme é a cara do nosso País. Um Pais de decisões mágicas e soluções imediatistas. Que faz então surgir contra a TROPA e contra a ELITE, uma tropa de elite, conduzida por um Salvador da Pátria que vai nos libertar e nos conduzir ao paraíso. Que os tiros de tropa de elite, acordem o Brasil e faça a gente entender que só com investimento em educação, deixaremos de ser um País de grades e milícias, dividindo os que não comem e os que não dormem com medo dos que não comem, como diz um velho adágio popular.



Uma colaboração de Josilene Passos

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Tropa de Elite revela a pura realidade do crime organizado brasileiro

Por Lázaro Lamberth

"Pegou geral". Este foi o título da capa da revista Veja na edição desta semana, que traz uma matéria especial sobre o filme Tropa de Elite que, mesmo antes do lançamento oficial no dia 5 deste mês, já era o filme brasileiro mais visto dos últimos anos. Segundo Veja, Tropa de Elite "é o maior sucesso do cinema brasileiro porque trata bandido como bandido e mostra usuários de droga como sócios dos traficantes". Uma matéria e tanto, que vale a pena ser lida, apesar de todas as críticas e oposições que se possa ter em relação à posição de direita da revista.

Eu particularmente concordo com o posicionamento da matéria. Desde quando tive a oportunidade de assistir o filme em casa de amigos na semana retrasada (em cópia pirata, diga-se de passagem rsrs), concluí que Tropa de Elite é um filme atual e muitíssimo interessante. Pretendo assisti-lo novamente no cimena.
O curioso é que, mesmo antes de ver o filme, ouvi comentários e críticas de amigos e pessoas gabaritadas, que classificaram-no de fascista e tendencioso, justamente por contar a história somente do ponto de vista da polícia. Porém, a leitura que fiz de Tropa de Elite ao assisti-lo é que o filme é, antes de tudo, extremamente realista, pois mostra a crua e triste realidade do Rio de Janeiro, que pode, inclusive, ser encontrada em várias grandes cidades do país: o império de violência do crime organizado e do clima de verdadeira guerra civil.

Por isso, o Indicação da Semana desta vez vai para Tropa de Elite. Um filme que tem por mérito a capacidade de chamar a atenção para a gravidade da violência existente no país e a necessidade de modificar "de alto a baixo" o sistema de segurança pública no Brasil.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Indicação da Semana: "Na toca dos leões"


Por Lázaro Lamberth, Daiane Nascimento e Kamilla Aranha.

O Indicação da Semana desta vez vai para o livro "Na toca dos Leões". De nome sugestivo, o livro foi escrito pelo jornalista Fernando Morais. A narrativa — construída a partir de relatos dos sócios, de amigos e do próprio Fernando — conta a história da agência de propaganda W/Brasil, a agência de propaganda mais premiada do país e uma das mais respeitadas e conhecidas do mundo. Com singular habilidade, Morais relata os percalços e peripécias vividas pelos donos da W/Brasil, Wasghinton Olivetto, Javier Llussá e Gabriel Zellmeister e como eles se tornaram referência na história da publicidade nacional e internacional.

O autor conta de forma detalhada, mas não cansativa, a história dos três sócios que se confunde com a da publicidade nacional. A chegada da família de Gabriel e Javier ao Brasil; a formação universitária; a entrada no ramo da publicidade; quando se conheceram; como ficaram amigos e, principalmente, de que modo se deu a sociedade que originou a W/Brasil. Transitam também entre os capítulos muitas celebridades como Paulo Maluf, Vinicius de Morais, Abraham Kasinski, Fernanda Montenegro e até o dono da Microsoft, o bilionário Bill Gates, além de muitos anônimos.

O primeiro a ter sua vida relatada é Washington Olivetto. Único formado em publicidade, Olivetto foi inserido no mundo publicitário por um pneu furado. Desde então não parou mais. Com talento e muita ousadia, transformou o modo de fazer publicidade no Brasil e granjeou a fama como mera conseqüência. Washington adora os holofotes e, diferente dos demais publicitários, faz sempre questão de apresentar suas campanhas. Tamanha eficiência veio acompanhada de sucesso, reconhecimento e propostas milionárias de emprego, atraindo a cobiça de bandidos estrangeiros que o seqüestraram em 11 de dezembro de 2001.

Gabriel Zellmeister e Javier Llussá têm histórias bem parecidas. Ambas as famílias vieram para o Brasil em decorrência de fugas de guerras: a primeira da Alemanha Nazista e a segunda, da Guerra Civil Espanhola. Suas famílias passaram por momentos críticos. Gabriel perdeu o pai em um acidente de carro e o irmão na guerra entre árabes e judeus. Javier teve de trabalhar na construção civil. Mas apesar de todas as dificuldades, venceram se transformaram em grandes profissionais. Llussá saiu da categoria de operário para empresário dono da fábrica de sorvetes Gelato, que viria a disputar a com Kibon o mercado nacional de sovertes. Zellmeister em pouco tempo se transformou em um dos diretores de arte mais requisitados e premiados do Brasil. Foi o responsável por grandes inovações tecnológicas no setor publicitário, como, por exemplo, a primeira campanha feita em computador e o outdoor de 32 folhas.

No ano de 1986 surgia o espectro da W/Brasil. Olivetto, Llussá e Zellmeister se juntaram na W/GGK que viria a se transformar em W/Brasil posteriormente. O dia 8 de julho de 1986 seria um divisor de águas da comunicação publicitária do país. Às 9 horas da manha Roberto Duailibi, dono da DPZ receberia, sem muita explicação, a noticia da saída de seu profissional mais requisitado. À tarde o Brasil saberia da saída de Olivetto da DPZ e os motivos da mesma. — "Acabo de me demitir da DPZ, a partir de hoje, sou presidente e diretor de arte da W/GGK, empresa da qual passo a controlar 50% do capital", anunciou Washington de modo curto e grosso.

A saída de Washington veio acompanhada de uma enorme peregrinação em busca de clientes para GGK. A imprensa acompanhou de perto e não se negou a dar palpite e colocar lenha na fogueira. A DPZ sacudiu com a possibilidade de perder as contas dos seus maiores clientes: Itaú; Nestlé; Grendene e Bombril. A Grendene e Bombril não fizeram cerimônia e mudaram de lado. O bate-boca prosseguia e a as contas da W/GGK aumentavam a cada dia. Em seis meses a agência já era a eleita “Agência do Ano”. Nem a crise econômica que estremeceu o Brasil, no governo Collor, foi páreo para a habilidade administrativa de Llussá, a criatividade de Olivetto e sua equipe e a mão firme de Zellmeister na direção de arte.

Fernando termina o livro contando a dramática história do seqüestro de Washington e como foi o período em que ficou em cativeiro. O sofrimento da família, dos amigos, o trabalho dos policiais e da imprensa. Esta teve um comportamento bastante peculiar, não publicou notícias especulativas como de costume. O pedido partiu dos sócios, afim de não atrapalhar as investigações e negociações. Com duração de quase dois meses, o seqüestro teve um desfecho inusitado. Washington foi liberto sem precisar pagar o resgate. O publicitário ao ver o policial com a arma em punho, disse: "Abaixa esse negócio, meu! Sou Washington Olivetto, corintiano".

O livro de 495 páginas, publicado pela Ed. Planeta, 2005, é bastante ilustrado. São inúmeras fotos dos publicitários, de seus familiares e amigos. As campanhas mais famosas também dão vida a diversas páginas. Aliado a isso as narrativas de algumas campanhas dão ao leitor a possibilidade de mergulhar no fascinante mundo da publicidade. Além do mais, sendo o livro destinado a profissionais e estudantes de comunicação, em especial os publicitários, deixa bem claro que a publicidade não é feita apenas de glamour. Desde o início fica evidente que boas idéias não bastam para ser um bom publicitário e fazer boas campanhas. Dedicação, esforço e seriedade são fundamentais, talvez até mais importantes. Além de mostrar que a propaganda tem um lado social, para os que a considera fútil e meramente comercial.A habilidade de Morais com as palavras é admirável! Mais do que falar de uma agência e de seus donos, ele relata a evolução e os tempos áureos da comunicação brasileira.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007


Por Lázaro Lamberth

A frase exposta na foto acima dispensa qualquer título para esta matéria. O Dia Nacional da Luta das Pessoas com Deficiência, celebrado oficialmente no dia 21 de setembro desde 2005, foi marcado em Salvador por uma passeata promovida pela Associação Baiana de Deficientes Físicos (Abadef), a Comissão Civil de Acessibilidade de Salvador (Cocas) e outras entidades que prestam assistência às pessoas com deficiência (PCDs). Com o tema "Nenhum direito a menos", a caminhada saiu da Praça da Sé rumo à Praça Municipal, com o objetivo de mostrar à população e ao poder público a insatisfação dos deficientes soteropolitanos com os problemas enfrentados por eles na cidade.

De acordo com dados do último Censo (2000), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem no Brasil 24,6 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, o que equivale a 14,5% da população. Destes, estima-se que dois milhões estejam na Bahia e quase 600 mil só em Salvador.

Embora o panorama nacional de inclusão das pessoas com deficiência na sociedade revele avanços significativos, a maioria delas ainda enfrenta situação de violação de direitos, associada à falta de acesso à escola, saúde, trabalho, transporte, lazer e cultura. O preconceito e a falta de acessibilidade são os principais problemas, pois obstruem a participação do deficiente na sociedade, o que aumenta a exclusão, observa Luíza Câmara, presidente da Abadef, que tem deficiência física e usa cadeira de rodas para se locomover.

Acessibilidade

A falta de acessibilidade dificulta e impossibilita o convívio social, aumentando os níveis de exclusão social. Segundo um estudo realizado em agosto de 2006, pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), a questão está muito mais ligada à conscientização e à sensibilidade do que às leis e normas.

Grande parte dos investimentos realizados para adequações de edificações ou espaços públicos não encontra a devida funcionalidade, pois o enfoque está apenas no cumprimento da legislação. "É comum encontrarmos pela cidade adaptações para deficientes completamente inadequadas", observa Edmundo Xavier, membro da Cocas, que, em parceria com a ONG Vida Brasil, vem realizando um estudo com o objetivo de mapear as deficiências da cidade de Salvador na questão da falta de acessibilidade e adaptações inadequadas, no intuito de propor aos órgãos públicos a adoção de medidas para melhorar a situação.

Mercado de trabalho

De acordo com a Lei nº 10.098, de 2000, e o Decreto nº 3.298, de 1999, toda empresa com mais de cem funcionários é obrigada por lei a reservar parte das suas vagas para PCDs. Apesar da obrigatoriedade, há empresas que até hoje não cumprem a legislação. A fiscalização pelo cumprimento das cotas é de responsabilidade da Delegacia Regional do Trabalho (DRT), que, em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT), autua e multa as empresas que não cumprem a lei.

Por conta da legislação, o número de pessoas com deficiência incluídas no mercado de trabalho vem aumentando progressivamente, mas as ofertas de vagas ainda são maiores que a disponibilidade de profissionais com os requisitos exigidos pelas empresas. Segundo o Centro de Atendimento Profissional de A a Z (Capaz), ligado à Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), a falta de capacitação é um dos fatores que dificultam o acesso das pessoas com deficiência ao mercado de trabalho, tanto que uma das atribuições do Capaz é justamente promover atividades que viabilizem a capacitação e inclusão de idosos e deficientes no mercado de trabalho.

No entanto, segundo o estudo realizado pela Febraban sobre acessibilidade e mercado de trabalho, atribuir a exclusão dos deficientes do mercado de trabalho à falta de capacitação profissional é simplificar demais as coisas, uma vez que tal problema afeta também as pessoas sem deficiência. É necessário tomar cuidado para não subestimar ou superestimar o desempenho desses profissionais, inventando mitos que, em vez de contribuir para a inclusão, acentuem as diferenças e gerem novas formas de preconceito e discriminação.

O que eles pensam

Para o cobrador de ônibus Rubens Nascimento, 28 anos, que perdeu a perna devido a um acidente de carro, embora o preconceito seja uma barreira para a inserção no mercado de trabalho, ele nunca se fez "coitadinho" e mesmo antes de conseguir emprego com carteira assinada através do sistema de cotas, já trabalhava no mercado informal como vendedor ambulante e ajudante de pedreiro.

Na questão da locomoção, é consenso entre as pessoas com deficiência que a falta de transporte público adaptado é o principal obstáculo. Os ônibus equipados para deficientes são poucos e não atendem à demanda da população com deficiência. "Como trabalho no centro da cidade, tenho que sair de casa bem mais cedo, para chegar ao trabalho no horário, sem falar na condição dos ônibus urbanos, completamente inadequados para o deficiente", afirma Rosimeire Silva, 23 anos, que teve paralisia infantil, anda de muletas e todo o dia enfrenta uma maratona para chegar ao trabalho.

Para quem tem deficiência visual, o problema é ainda mais grave. Na opinião da estudante Mara Barreto, 25 anos, que perdeu a visão aos 18 por causa de glaucoma, a cidade não é estruturada, principalmente para os deficientes visuais. Além da falta de infra-estrutura em Salvador, Mara aponta a discriminação como outro grande problema para a inserção do cego não só ao mercado de trabalho, mas à sociedade como um todo.

Já para quem tem deficiência auditiva, a principal dificuldade é a comunicação. Tatiane Souza, 22 anos, que trabalha como empacotadora em um supermercado da cidade, afirma que as pessoas relutam em se comunicar com o deficiente auditivo, por concluir que não serão compreendidas. Diante do impasse, é comum presenciar deficientes auditivos conversando apenas entre si, através da língua brasileira de sinais (libras), ou usando mímicas e gestos ao se comunicar com as demais pessoas.

Apesar de todos os obstáculos estruturais, preconceito e discriminação, que tendem a delimitar as potencialidades do deficiente, levar uma vida normal é possível. "Na verdade, tornei-me mais ativo depois da deficiência", avalia o funcionário público Luiz Fernando, 26 anos, que perdeu a perna aos 19 por causa de um câncer no joelho e hoje é casado, cursa faculdade, trabalha, dirige e ainda pratica natação, tudo isso depois de se tornar deficiente. A experiência de Rubens, Rosimeire, Mara, Tatiane e Luiz Fernando são exemplos que comprovam que a pessoa com deficiência, como qualquer outra, pode levar uma vida comum e ser um bom profissional, tão ou mais competente que os demais.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Plano de ação para o trabalho de História do Jornalismo

FIB – CENTRO UNIVERSITÁRIO DA BAHIA
HISTÓRIA DO JORNALISMO / MATUTINO
PLANO DE AÇÃO DO TRABALHO COLETIVO AV2
Professor: Luís Guilherme Pontes Tavares
Coordenador: Lázaro Britto dos Santos

BICENTENÁRIO DA IMPRENSA NO BRASIL

05.11.2007

DESCRIÇÃO DO TRABALHO


A Rede Alfredo de Carvalho – http://www.jornalismo.ufsc.br/redealcar/ – promoverá o VI Congresso Nacional de História da Mídia em Niterói, no período de 13 a 16 de maio de 2008, com o apoio da Universidade Federal Fluminense – UFF – coroando assim as ações desenvolvidas desde 2001 para as comemorações do Bicentenário da Imprensa no Brasil. Além da Rede Alfredo de Carvalho, outras instituições estão preparando programação para 2008 (veja relação anexa). Vamos verificar junto a elas o que será realizado no próximo ano, lembrando que há, pelo menos, três datas afins com os 200 anos: a instalação da Impressão Régia, no Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1808; a estréia do Correio Braziliense, jornal editado por Hipólito da Costa e impresso em Londres, em 01 de junho de 1808; e a estréia da Gazeta do Rio de Janeiro, órgão da Coroa portuguesa, em 10 de setembro de 1808. Vamos, portanto, fazer o levantamento da programação nacional e, com base no trabalho individual, tentar responder a seguinte pergunta: por que a Bahia não está preparando nenhuma programação para o Bicentenário da Imprensa no Brasil? O trabalho deverá ser apresentado em sala de aula, ocasião em que a equipe entregará ao professor uma cópia em disquete e uma impressa. Atenção para o prazo.

PLANO DE AÇÃO TRABALHO COLETIVO AV2


Identificação / composição: Trabalho coletivo a ser desenvolvido pelo 4º semestre matutino do Curso de CS/Jornalismo da FIB – Centro Universitário da Bahia, como parte da AV2 na Disciplina História do Jornalismo, sob a orientação do Prof.ª Luis Guilherme Pontes Tavares. Será composto por parte escrita e apresentação oral.

Metodologia: Para uma efetiva participação de todos os alunos na construção do trabalho, a turma será dividida em cinco Grupos de Trabalhos (GTs), que ficarão encarregados de:


  1. Levantar as informações junto às fontes fornecidas pelo Prof. Tavares (cada GT ficará com duas fontes nacionais e uma fonte portuguesa);
  2. Elaborar (digitar) parte escrita, atentando para os pontos requeridos pelo professor na descrição do trabalho;
  3. Responder, com base nas informações apuradas junto às fontes, por que a Bahia não está preparando nenhuma programação para o Bicentenário da Imprensa no Brasil?
  4. Enviar parte escrita (com as devidas referências) para o e-mail do coordenador (lazarobritto@hotmail.com ou lazarolamberth@gmail.com)

GT (Grupo de trabalho):


  • Cada GT será composto pelas mesmas equipes da disciplina Teorias do Jornalismo, no caso, quatro GTs com uma média de 3/4 alunos cada (vide apêndice 1);
  • O 5º GT será formado por alunos que não cursam a disciplina Teorias do Jornalismo e, portanto, não possuem equipe formada;
  • Todo GT deverá eleger um líder, que coordenará os trabalhos no sentido de ser o responsável pelo cumprimento das atividades, bem como o envio da parte escrita e do relatório de atividades realizadas pelo GT, nos prazos estabelecidos;

Relatório de atividades:


  • Independente do desempenho e colaboração de cada GT, o coordenador no trabalho reserva-se o direito de manter um relatório pessoal de atividades, no qual registrará os trabalhos realizados por cada GT, bem como o devido cumprimento de prazos. Todos os relatórios comporão uma única ATA, que descreverá todas as atividades realizadas do início ao fim do trabalho e será assinada por todos os alunos. Esta ata será anexada à parte escrita do trabalho, que será entregue no dia da apresentação;

Trabalho escrito:


A parte escrita será montada pelo coordenador com a ajuda e colaboração dos líderes de GT e conterá:
1) capa;
2) folha de rosto;
3) sumário;
4) apresentação;
5) desenvolvimento (breve histórico do que já ocorreu em preparação ao bicentenário, metodologia aplicada na elaboração do trabalho, referencial teórico consultado, bicentenário da imprensa no Brasil e bicentenário da imprensa em Portugal [onde entrará a parte escrita de cada GT]);
6) considerações finais (parte na qual responderemos por que a Bahia não está preparando nenhuma programação para o bicentenário, dando a opinião da turma);
7) referências;
8) apêndice (ata de atividades da turma) e
9) anexos (caso haja).


Atividades já realizadas e prazos estabelecidos:



  • 01/10/07 – passagem de lista recolhendo contatos da turma (nome, e-mail e telefones);

  • 01/10/07 – envio do Plano de Ação para apreciação do Prof. Tavares;

  • 03/10/07 – envio do Plano de Ação para o mailling da turma;

  • 03/10/07 – definição dos GTs, escolha dos líderes e sorteio das fontes;

  • 17/10/07 – prazo final para o envio da parte escrita e do relatório de atividades do GT para o e-mail do coordenador;

  • 22/10/07 – reunião com os líderes de GT, para revisão e correção da parte escrita e definição da apresentação oral;

FONTES:



  1. ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS – ABL (GT3)

  2. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE IMPRENSA – ABI (GT3)

  3. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE INDÚSTRIAS GRÁFICAS – ABIGRAF (GT5)

  4. ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE JORNAIS – ANJ (GT5)

  5. CÂMARA BRASILEIRA DO LIVRO – CBL (GT2)

  6. JORNAL CORREIO BRAZILIENSE (GT2)

  7. FEDERAÇÃO NACIONAL DOS JORNALISTAS – FENAJ (GT4)

  8. FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL – FBN (GT4)

  9. IMPRENSA NACIONAL –IN (GT1)

  10. OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA DO BRASIL (GT4)

  11. SENADO FEDERAL (GT1)

  12. ACADEMIA PORTUGUESA DA HISTÓRIA (GT3)

  13. CEHLE – CENTRO DE ESTUDOS DA HISTÓRIA DO LIVRO E DA EDIÇÃO (GT5)

  14. CLUBE DE JORNALISTAS DE PORTUGAL (GT2)

  15. OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA DE PORTUGAL (GT4)

  16. REAL GABINETE PORTUGUÊS DE LEITURA (GT1)

APÊNDICE 1 – RELAÇÃO DOS GRUPOS DE TRABALHO E FONTES DE PESQUISA


GRUPO DE TRABALHO Nº 1 (GT1)

Bárbara Paula
Cláudia Caciquinho
Lázaro Britto (coordenador)

Fontes:

Imprensa Nacional – IN
Senado Federal – SF
Real Gabinete Português de Leitura

GRUPO DE TRABALHO Nº 2 (GT2)

Elena Martinez
Maria Emília
Tereza Monteiro

Fontes:

Câmara Brasileira do Livro
Jornal Correio Brasiliense
Clube de Jornalistas de Portugal

GRUPO DE TRABALHO Nº 3 (GT3)

Luciano Genonádio
Luciana Zacarias
Nadja dos Santos
Wilde Barreto

Fontes:

Academia Brasileira de Letras – ABL
Associação Brasileira de Imprensa – ABI
Academia Portuguesa da História - APH

GRUPO DE TRABALHO Nº 4 (GT4)

Juliana Barreto
Vinícius Muniz
Zaira Lourenço

Fontes:

Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ (Obs.: Conferir se a Fenaj, com o patrocínio da Brasken, está preparando para 2008, a edição fac-similar de As Variedades ou Ensaios de Literatura, a primeira revista brasileira)
Fundação Biblioteca Nacional – FBN
Observatório da Imprensa do Brasil e de Portugal

GRUPO DE TRABALHO Nº 5 (GT5)

Alexandre Rodrigues
Beliza Dorze
Juliana Barroso
Victor Bugalho

Fontes:

Associação Brasileira de Indústrias Gráficas – ABIGRAF
Associação Nacional de Jornais – ANJ
Centro de Estudos da História do Livro e da Edição – CEHLE


Obs.: O Plano de Ação completo foi enviado para o mailling de alunos da disciplina e para o e-mail da turma no dia 03/10/07. Demais detalhes, consultar coordenador.


Atenciosamente,


Lázaro Lamberth.

Funceb lança edital inédito para cultura digital



Fonte: Secult - ascom@cultura.ba.gov.br


Para quem tem projetos digitais envolvendo o âmbito cultural ou pretensões de fazer um, a Fundação Cultural do Estado da Bahia lança edital pioneiro. São R$ 100 mil destinados para projetos em duas categorias: “portais da cultura” e “bancos de samples”. O edital busca incentivar a cultura digital em todo o território baiano, qualificar a circulação de informações sobre cultura (portais da cultura) e provocar artistas baianos para o debate sobre autoria (bancos de samples). Os projetos de produção de portais inéditos sobre cultura concorrerão a até R$ 20 mil cada. Esses recursos, segundo a Funceb, funcionarão como um capital inicial, um estímulo para que cada vez mais artistas, jornalistas e produtores culturais “ocupem” o espaço digital com sites de informação, crítica e produção cultural baiana.

Já os bancos de samples em áudio ou vídeo são uma iniciativa mais ousada: a idéia é que artistas produzam material bruto enquanto base para a criação de outros artistas. “A cultura digital é assim: a cultura do remix, da livre circulação, da colaboração”, afirma Iuri Rubim, assessor para Cultura Digital da Secult. O edital prevê a criação de bancos de samples inéditos também inéditos, que receberão até R$ 5 mil cada um. Pelo menos um projeto por categoria será reservado para o interior do estado.
A participação é simples, os projetos devem conter apresentação; justificativa; objetivo; abrangência; público alvo; cronograma; orçamento detalhado; plano de acesso e/ou formação (atividades para a descentralização e a democratização da cultura); ficha técnica e currículo dos envolvidos. A categoria “portais de cultura” demanda ainda arquitetura de informação do site, plano de sustentabilidade e agenda de atualizações por 18 meses. No caso dos “bancos de samples”, é necessário incluir também descrição da proposta, número de frases/ loops (áudio) ou recortes/ samples (vídeo), estilos a serem utilizados e cd ou dvd com no mínimo 10 (dez) amostras, em áudio ou vídeo, de loops e samples integrantes do banco que forem produzidos.

Pessoas ou empresas do campo artístico-cultural, domiciliadas ou sediadas no Estado da Bahia, poderão participar da seleção, para cada proponente será permitido apenas um projeto, porém existem exceções que estão no edital. A seleção levará em conta a abrangência e originalidade do projeto, a relevância para o desenvolvimento da produção de conteúdo digital sobre cultura, a Coerência entre proposta, cronograma e orçamento e entrega de toda documentação exigida e do projeto corretamente.

As inscrições estarão abertas até o dia 30 de outubro, na FUNCEB, Praça Thomé de Souza, Palácio Rio Branco, 1º andar, telefone: (71) 3103-4119, ou pelos Correios.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Indicação da Semana: "Vlado: 30 anos depois"



Por Lázaro Lamberth
A partir desta semana, o Arquivo Lamberth postará algumas indicações de filmes e documentários sobre jornalismo e áreas afins. Abrindo o Indicação da Semana desta semana, sugiro "Vlado: 30 anos depois".
O filme é um documentário do cineasta João Batista de Andrade, que conta a trajetória de Vladimir Herzog, renomado jornalista da TV Cultura de São Paulo, que, por ser considerado subversivo pelo regime militar, foi violentamente torturado até a morte em 1975 no DOI-CODI, órgão de repressão política do regime ditatorial.
O vídeo faz um panorama sobre a vida e os principais acontecimentos na carreira de Vlado, como era conhecido, e é composto de imagens de arquivo e depoimentos de familiares e amigos do jornalista. O que mais marca durante todo o documentário, sem sombra de dúvida, é a sucessão de depoimentos de amigos do jornalista, pessoas que também sentiram na pele os horrores do regime militar.
Também comovente é o testemunho da própria Clarice Herzog, viúva de Vlado, que relata detalhes sobre o jornalista brasileiro que entrou para a história, não só da imprensa brasileira, como também do fim da ditadura militar no Brasil. Vale a pena conferir!

Quem sou eu

Minha foto
Salvador, Bahia, Brazil
Jornalista

Sobre o blog

Neste blog você encontrará um pequeno acervo dos trabalhos e textos que desenvolvi para algumas disciplinas do curso de Jornalismo, bem como comentários, críticas e reflexões sobre assuntos da atualidade. Seja bem vindo!

Porque Lamberth

As pessoas me perguntam o porquê do sobrenome Lamberth, uma vez que o mesmo não integra o meu nome oficial, Lázaro Britto dos Santos. Pois bem, Lamberth surgiu da brincadeira de uma amiga que, por gozação, só me chamava de Lázaro Lamberth. A brincadeira pegou, a sonoridade combinou e em decorrência, fiquei mais conhecido pelo sobrenome Lamberth do que Britto. Além disso, adotei o Lamberth devido ao enorme carinho que tenho pela madrinha do mesmo.

Indicação da Semana

"A Nova Mídia", de Wilson Dizard. Vale a pena!!!

Devo mudar o nome do meu blogger?


Um Pedaço de Mim

UM PEDAÇO DE MIM é uma Biografia de Auto-ajuda com 127 páginas que escrevi em 2003 sobre minha experiência na luta contra um tumor maligno no joelho. Na época, fui operado e tratado no Hospital Aristides Maltez (de Salvador-Bahia), pelos médicos Alexandre Machado Andrade (especializado em Ortopedia Oncológica) e Maria Giselda N. Rocha (especializada em Oncologia Clínica). Hoje, após anos de lutas e vitórias, encontro-me curado e meu interesse em passar para o papel minha experiência foi pelo simples desejo de usá-la para orientar e encorajar outros que estejam lutando contra o câncer.

Veja o release da obra abaixo:


Por Neuza Leite

Um Pedaço de Mim é um livro simples, de autoria amadora e produção independente. Conta a história de um jovem que, aos 19 anos, descobriu um tumor ósseo no joelho. A obra mostra de forma clara e realista que a vitória sobre o câncer ainda é algo imprevisível, pois, ainda existem algumas formas da doença em que bem pouco pode ser feito, apesar do grande avanço da medicina em diagnosticar e tratar o paciente.

Por outro lado, quando se trata de nossa vida, toda e qualquer batalha sempre vale a pena! Esse senso de valorização pelo que de direito é nosso, é justamente o que o autor procura passar para seus leitores – e de certo modo – ele atingiu seu objetivo, pois seu livro ensina-nos de forma ímpar e magistral, como amadurecer com as adversidades, a enfrentar as perdas, as deficiências e os contratempos que uma enfermidade nos apresenta.

Um Pedaço de Mim revela-nos seus métodos utilizados no combate à doença, bem como o que ele sugere de natural, espiritual e psicológico a uma pessoa que esteja lutando ou auxiliando "entes queridos" na luta contra esta implacável doença. O livro é composto também de cinco anexos que relatam um breve histórico do câncer; como surge, principais tipos, causas, fatores de risco, prevenção e formas de tratamento médico e psicológico aos pacientes afligidos pela doença.
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